É inútil a tentativa de enquadramento. Por que essa necessidade incrível de se adaptar ao meio? Para ser meio! Meio parecido com quem se convive, por que soa mais fácil ser igual. Mais fácil, mas frustrante. Por que viver preocupado com o meio não é apenas viver pela metade, mas viver o mínimo múltiplo comum de si mesmo. É reduzir-se aquilo que cabe nos estereótipos. É reduzir a complexidade de um ser à falsa pertença a um grupo.
Estamos errados quando tentamos nos reduzir (ou aumentar) em um quadro para que sejamos aceitos, compreendidos, amados. Quem cabe num retrato?! As experiências não são comparáveis nem os amores ou medos. Não adianta inventar uma mitologia de si mesmo na busca de sentido. Isso só acaba criando um enorme equívoco complicado de consertar.
É um erro natural a tentativa da proximidade, da equivalência. É cômodo encaixar-se. Quando se está dentro, vive-se na zona de conforto, no terreno conhecido, no que aparenta ser palpável. Destoar requer coragem e conhecimento de si; requer convicção, análise e crítica; sensibilidade; aceite das diferenças; maturidade: palavra-chave.
Para aceitar-se diferente é necessário o reconhecimento de que há melhores e piores, bonitos e feios, inteligentes e burros. E mais, é preciso a clareza que o mundo não se fecha nessas dicotomias e de que, além do que podemos classificar com nossos repertórios de preconceitos, há mais: todo o resto. Há o que não é nítido, o que não é inerte. Por que não são nossas diferenças que nos colocam em patamares diferentes uns dos outros. São nossas cabeças. Não é preciso ser igual para fazer parte. Um mesmo edifício é construído por elementos completamente diferentes: areia, cimento, tijolos, madeira. E é feito com mãos dotadas de habilidades inigualáveis.
Parece realmente complicado aceitar-se diferente por que isso implica que por vezes seremos admirados e noutras nos verão pequenos e noutras nos verão distorcidos e noutras não nos verão. Porque cada um enxerga de acordo com seus horizontes e de acordo com o tamanho que tem ou pensa que tem. Uns nos olharão de cima, outros de baixo, de lado, de frente: natural. O olhar de cima, não necessariamente quer dizer que se veja ou vá mais longe. E quem disse que é pelo alto ou por baixo que se enxerga ou vai bem? Fracas ou falsas, premissas de que dinheiro traz felicidade ou de que na alienação vive-se melhor não são suficientes. São necessários melhores argumentos para uma conclusão convincente. Mas, trocadilhos, metáforas e generalizações à parte, procura-se pela moral da história. Recomenda-se usar o cérebro e observar o espelho.
Estamos errados quando tentamos nos reduzir (ou aumentar) em um quadro para que sejamos aceitos, compreendidos, amados. Quem cabe num retrato?! As experiências não são comparáveis nem os amores ou medos. Não adianta inventar uma mitologia de si mesmo na busca de sentido. Isso só acaba criando um enorme equívoco complicado de consertar.
É um erro natural a tentativa da proximidade, da equivalência. É cômodo encaixar-se. Quando se está dentro, vive-se na zona de conforto, no terreno conhecido, no que aparenta ser palpável. Destoar requer coragem e conhecimento de si; requer convicção, análise e crítica; sensibilidade; aceite das diferenças; maturidade: palavra-chave.
Para aceitar-se diferente é necessário o reconhecimento de que há melhores e piores, bonitos e feios, inteligentes e burros. E mais, é preciso a clareza que o mundo não se fecha nessas dicotomias e de que, além do que podemos classificar com nossos repertórios de preconceitos, há mais: todo o resto. Há o que não é nítido, o que não é inerte. Por que não são nossas diferenças que nos colocam em patamares diferentes uns dos outros. São nossas cabeças. Não é preciso ser igual para fazer parte. Um mesmo edifício é construído por elementos completamente diferentes: areia, cimento, tijolos, madeira. E é feito com mãos dotadas de habilidades inigualáveis.
Parece realmente complicado aceitar-se diferente por que isso implica que por vezes seremos admirados e noutras nos verão pequenos e noutras nos verão distorcidos e noutras não nos verão. Porque cada um enxerga de acordo com seus horizontes e de acordo com o tamanho que tem ou pensa que tem. Uns nos olharão de cima, outros de baixo, de lado, de frente: natural. O olhar de cima, não necessariamente quer dizer que se veja ou vá mais longe. E quem disse que é pelo alto ou por baixo que se enxerga ou vai bem? Fracas ou falsas, premissas de que dinheiro traz felicidade ou de que na alienação vive-se melhor não são suficientes. São necessários melhores argumentos para uma conclusão convincente. Mas, trocadilhos, metáforas e generalizações à parte, procura-se pela moral da história. Recomenda-se usar o cérebro e observar o espelho.